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Aniversário!!!

Hoje a Isabella completa três meses. Nesse tempo, as mudanças foram significativas. Ela dobrou de peso, está mais durinha, o pescocinho fica praticamente firme o tempo todo. Os barulhinhos que ela faz também mudaram, não são mais como os de quando nasceu. O sorrisinho é o que nos deixa mais embasbacados… Às vezes, estou no limite de cansaço e sono e ela sorri…Pronto! Valeu o cansaço, rs. Ah, ela também já começa a rolar no berço e com muita força!!! Que menina forte!! Os traços do rostinho também mudaram…Às vezes se parece comigo, às vezes com o avô paterno, com minha mãe, meu irmão… É uma misturinha… Mas já vi uma foto minha quando era bebê e a Isabella parece uma Camylinha, rsrsr.

Por causa do calor, ela toma até três banhos por dia, porque sinceramente, é ruim demais ficar fritando nesse tempo super esquisito que está fazendo. Ela adora ficar na banheira bem cheia, rsrsr. A minha bebê é super calma, não muito trabalho não. Mesmo assim, fico em cima dela o dia inteiro. Às vezes, depois de uns três dias, percebo que nem coloquei os pés fora de casa. Mas nem dá vontade mesmo!!!

Percebo que nesse momento, as pessoas já começa a questionar sobre minha volta ao trabalho. Primeiro, cuidar de filho é um belo trabalho. Segundo, com a maternidade, aprendi que existe tempo pra tudo nessa vida. Mas é difícil fazer os outros enxergarem que a gente quer mesmo é cuidar da cria e só trabalhar a hora que o chefe ligar falando: seu tempo acabou, hehehe. Sem contar, que é de extrema importância para uma criança que a mãe se dedique integralmente. Claro, tem mães que não tem os mesmos privilégios que eu. Mas se posso, meu papel nesse mundo agora é me dedicar. Filho, é projeto de vida, assim como a carreira. Não dá pra parir e largar no mundo. Eu sempre quis a Isabella, sempre sonhei demais com esse momento, pra chegar agora e não querer cuidar. Então, enquanto meu trabalho permitir, vou ficar em casa, cuidando do meu projetinho lindo.

 Agradeço demais a Deus por ter permitido que eu fosse mãe. Acho que é a maior e a melhor experiência que pode existir. Não tem preço deitar e ficar olhando seu anjinho dormindo… Cuidar. Amar de verdade. Porque isso sim, é amor. A gente ama outras pessoas em nossas vidas: pais, irmãos, amigos, namorados, maridos. Mas amor puro, de verdade e sem querer absolutamente nada em troca, só o de mãe pra filho!!!

Os primeiros dias depois da chegada da Isabella foram bem cansativos. Eu estava eufórica, então, não conseguia ficar sossegada, deitada, como a maioria das mulheres que têm bebês fazem. Ficava andando na casa de lá para cá. Sentia meu corpo desinchando, voltando a ter mobilidade mesmo. Além do mais, depois de tudo que passei , queria mostrar força. Uma força que eu tenho que ter para o resto da minha vida. Eu achava que não ia precisar da ajuda da minha mãe e a vida me mostrou o quanto errada estava. Aliás, precisei das minhas duas mães: a minha e a tia Evarista. Os primeiros banhos da Isabella foram dados pela tia Evarista, depois, eu é quem tomei as rédeas e sinceramente, adorei!!! Acho que passei uns cinco dias sem dormir, só ficava cuidando e olhando a minha cria. Na verdade, faço isso até hoje, rsrsr. Às vezes, de madrugada, é bom demais ficar sentada em frente ao berço olhando aquela belezinha, pura, inocente e com uma vida inteira pela frente. Não achei nada complicado, porque funcionou assim: eu cuidava da Isabella e as minhas “amas” cuidavam de mim. Minha mãe por conta da casa e a tia por conta da comida. Confesso que comi muito bem no meu resguardo. Sopinha feita na hora, pãozinho com queijo, ah… quanta mordomia!!! Na minha família, funciona assim: quando uma mulher tem filho, sempre tem outra que vai ajudar. No meu caso, a tia Evarista é quem foi nosso anjinho da guarda. Depois de cuidar de quatro filhos e sete netos, não existia pessoa mais qualificada pra ficar com a gente. Depois que a Isabella nasceu, passei a olhar minha mãe com outros olhos. Quando eu estava em casa, ela fazia tudo pra mim. Quando fiquei internada, ela fez mais do que pôde. E depois que minha filha nasceu também. Agradeço a Deus todos os dias por ela existir na minha vida. Mas voltando à rotina de mãe. Nos primeiros dias, foram as descobertas. Fazer mamar de forma correta. Lembrar que tem que trocar fraldas (juro que eu esquecia), dar banho. Achei que fosse dar muito trabalho, mas percebi que os cuidados são simples. Apenas repetitivos. A Isabella nasceu bem pequena, dois quilos e seiscentos. Mas esse “tamanhozinho” não me assustou. O mais complicado eram as noites. Ela acordava bastante e muitas vezes eu nem sabia o que estava fazendo de tanto sono. Não dormia à noite e também não dormia durante o dia. Depois do primeiro mês, ela passou a dormir praticamente a noite toda e aí consegui descansar. Acho que a gente fica cansado mesmo por causa da tensão em querer fazer tudo da forma correta. Algumas visitas fizeram muito barulho em cima da Isabella e isso estressava a criança e eu também. Fora ela ficar passando de colo em colo. Isso me fez passar mal de tanta agonia. Fiz tudo exatamente como o médico e minha tia e minha mãe me orientaram. Mesmo assim, descobri que mães de primeira viagem recebem uma chuva de críticas, mesmo tentando fazer o melhor. “O umbigo não estava sendo curado da forma correta, dar chupeta é um absurdo, ela está assada ( mesmo melecada de tanta pomada!!!), as meias não são de algodão, etc, etc, etc”. As pessoas deveriam definitivamente entender que uma gravidez demora, pesa, dá enjôos, o parto às vezes é complicado, o que foi o meu caso, depois do nascimento ficamos estressadas. E com isso, queremos descanso também para as nossas cabeças. Descobri que quem mais dá palpite são os que nunca ajudam. As filhas dos meus primos (sim, são muitas mulheres na família) estão grandinhas e sinceramente, achei lindo o carinho delas com a Isabella. Sempre gostei muito de crianças, por isso prestei mais atenção nelas. No primeiro mês, minha Isabella não ganhou muito peso, mas no segundo, tudo foi dando certo e ela engordou bastante, ficando com o peso desejado. Agora, prestes a completar três meses, consigo entender todos os sinais e o que não dá pra entender, vai por eliminação. Mas conheço bem o choro por manha, choro pra ficar no colo, choro de dor mesmo, sono, cólicas… Agora, ela já começa a sorrir. É só conversar com ela e já começa a sorrir. E aí é que penso: meu Deus, estou frita, vou passar o dia olhando esse rostinho lindo!!!!rsrsrs. E amamentar? nossa, é um momento muito bom, só eu e ela. Acho que todas as mães tem por obrigação amamentar. Quem nunca amamentou, com certeza não sabe respeitar quem quer ficar a sós com o filho, aproveitando esse momento que não volta nunca mais. Enfim, agora sei pra que os peitos servem, rsrs. Mas gente, é muito engraçado. Um dia, perto do filho da gente, parece passar muito rápido. Daí, você começa a ter noção de que a vida é curta. Antes da Isabella, nem me importava com a minha vida. Se morresse amanhã, ok, vivi. Hoje não. Preciso estar viva. Trabalhar, ter mais, ser mais. Tenho alguém que precisa ser sustentada, educada, orientada. E isso pra mim é o verdadeiro sentido da vida: poder cuidar de outro ser humano. Os valores mudaram. O que era importante mudou também. A prioridade é ser uma pessoa melhor, pra dar o melhor exemplo. Muitos deixaram de ser amigos. Muitos amigos agora são família. A casa tem uma luz inexplicável… E eu finalmente consegui me unir à minha família. Tudo isso, graças à Isabella. Se ela e as dificuldades que passei durante a gravidez não tivessem existido, eu não teria tido a oportunidade de enxergar a vida com outros olhos. De dar valor aos que estão do meu lado, porque só eles merecem isso. Minha família se superou em carinho, amor e companheirismo. Se já éramos felizes, hoje somos imensamente mais. E tudo isso, por causa de uma pessoinha linda, que só tem três meses, mas parece que sempre fez parte de nossas vidas e se chama Isabella Cardoso Auad.

                             O mundo começou a ficar diferente no domingo, 18 de outubro. Acordei mal e depois do almoço, passei a vomitar sem parar. Não era vômito de enjoo não, era dor de estômago, uma coisa chata e irritante. Pedi e minha mãe me levou pra emergência já no final da tarde. Graças a Deus encontrei a Nevis, enfermeira conhecida e que sempre me ajudou quando precisei. Ela já me colocou dentro do consultório e o médico mediu minha pressão, que estava catorze por nove. Ele já me adiantou que eu estava com pré-eclâmpsia.

                         Liguei pro Dr. Augusto, meu obstetra, que pediu pra verificar a pressão mais duas vezes e depois ligar pra ele de novo. A pressão não baixou e fui internada no domingo mesmo. Foram quatro diasd vomitando a cada 20 minutos, sem conseguir comer ou beber algo. A pressão não baixava e os vômitos também não. Já estava tomando drogas muito fortes. Na quarta-feira, dia 21, fiz umas três ultras… Estava difícil, porque minha barriga doía demais, Isabella mexendo muito, eu já não aguentando de tanta dor. A cada apertão (eu sentia aperto) do aparelho da ultra, achava que ia desmaiar.

                        À noite, o Dr. Augusto veio me ver e depois de examinar, decidiu fazer o parto. Juro, só dele me falar isso já fiquei aliviada. Liguei para minha mãe e pra mãe do fornecedor do esperma. Adivinha quem chega primeiro na maternidade??? O próprio! Nem foi convidado, pensei. Achei que ia se comportar, mas logo quis saber: – Cá, seus pais vão chegar logo? – Não sei… – É que tem um cabo de som no seu carro que é meu, preciso pegar. – Você acha mesmo que agora é hora de pensar em cabo de som de carro ??? Pelamordedeus, criatura, tô indo parir, portanto, me deixa em paz!!! Depois desse feliz voto de “bom parto”, fui pra sala de cirurgia… Eu, com pressão alta e o cara preocupado com cabo de som. É meu fim!! Na sala de cirurgia, as coisas melhoraram, afinal, o anestesista era lindoooo!!! Casado, mas olhar não ofende. Pra ser sincera, já tinha passado por três anetesias, mas pela primeira vez na vida, tive medo. Medo de muita coisa, de morrer, sei lá. Anestesia aplicada, hora de começar a sentir as pernas adormecerem. Também estava com medo de sentir o corte. Naverdade muito medo pela Isabella. Tinha ainda uma instrumentadora, uma enfermeira e a pediatra, Dra. Liliam, uma fofura em forma de gente.

                          A cesárea foi rápida e como o Dr. Augusto é muito descontraído, além de ser o melhor médico do mundo, fui relaxando… O anestesista me avisou que ia empurrar a minha barriga e que era ra eu não me assustar. O lindão empurrou a Isabella, ela saiu da barriga, não conseguia sentir nada, mas sabia porque via todos conversando… De repente ela chorou. Às nove e vinte e cinco, do dia vinte e um de outubro de dois mil e nove, nasceu a minha Isabella. Uma agonia de ficar ali, sem ver o meu bebê!!! Em pouco tempo, a médica a trouxe, e colocou o rostinho dela no meu. Até hoje choro quando lembro e acho que sempre vai ser assim. Quando aquela coisinha pequenininha ficou encostada em mim, juro, não conseguia falar. Fiquei completamente engasgada. Só conseguia sentir… Sentir , beijar e chorar. O melhor beijo do mundo. O melhor choro do mundo. Eu via que tudo nela era especial: o chorinho, o cheirinho, a pele… Eu beijei muito a Isabella. Levaram minha pequena pra dar banho, colocar roupa, etc. A vontade que dava era de levantar da mesa e ir junto.

                                Nossa, parece que o restante da cirurgia demorou séculos. Eu só queria ir pro quarto, ficar perto da Isabella. Quando me levaram pro quarto, meus pais, meu irmão, a família da namorada dele, minha ex-sogra e ex-sogro e o fornecedor estavam lá. Todo mundo apaixonado pela Isabella. Depois que todos foram embora, fiquei namorando a minha cria. Linda, calma, perfeita!!! A Edna, enfermeira, ficou lá, me fazendo companhia quase a noite toda. Depois que ela saiu, a anestesia já tinha passado. Com muito esforço, consegui me levantar pra tomar água e também ir ao banheiro. Tinha receio da cirurgia abrir, sei lá… Não abriu, hehe. Voltei a deitar na cama e passei a noite toda com a mão na cabeça da Isabella, olhando praquele serzinho iluminado, na noite mais feliz de toda a minha vida…

 

                     Tenho muito a agradecer ao Dr. Augusto Cortizo Vidal, que foi um verdadeiro companheiro durante toda a gestação e principalmente, durante os dias que fiquei na maternidade. Escutava ele ligando pras enfermeiras até quatro vezes por dia pra saber como eu estava. Os funcionários da Maternidade Modelo também foram demais comigo. As enfermeiras cuidaram super bem de mim, dando os remédios na hora certa e também mostrando-se preocupadas com meu estado. Até as moças da cozinha, todo dia insistindo pra eu comer pelo menos um pouquinho…  À  Dra. Liliam, que fez uma linda prece pra mim e pra Isabella. Agradecer à minha mãe, que fez todo o possível por mim durante a gravidez e nos dias que fiquei internada. Meu pai, que não conseguia ir no horário da visita, mas ia lá á noite e ficava me olhando domir pela janela. Minha sogra que estava lá todos os dias e sei que rezava por mim tanto quanto a minha família. A tia Evarista, minha segunda mãe, que também não cansou de fazer orações. Meu irmão, que mesmo brigado comigo estava lá, do meu lado. E Deus, por ter me dado o maior presente que uma mulher pode ter…

RIVOTRIL

 

 

Vou contar histórias de amigas, mudando os nomes… Só quero expor minha reflexão sobre remédios para depressão.

 

Adriana é uma mulher bonita, lá pelos seus trinta e seis anos, filhos muito bem educados. Tem uma visão de mundo diferente, aceita as pessoas como elas são. Uma pessoa sensacional. Só que essa mulher toma remédios pra dormir e para controlar síndrome do pânico, eu acho.  Não vejo necessidade do Rivotril na vida dela. Mas ela vê.

 

Catarina é formada em matemática, super inteligente, tem trabalho, casa própria, carro e um marido quatro anos mais jovem. Virou adepta do Rivotril. Vive reclamando do marido. Depois que começou a tomar o remedinho que dá sono e alegria, ficou diferente. Ora alegre demais, ora sonolenta demais.

 

A Janete é super legal! Teve uns namorados que desdenharam dela, mas agora tem ao lado uma pessoa super bacana. Em comum com as outras amigas? Precisa de  Rivotril.

 

Procurei a bula do danado na internet e achei que as “reações adversas” são contrárias ao propóssito de quem toma o tal milagreiro: Psiquiátrico: Confusão, depressão, amnésia, alucinações, histeria, libido aumentada, insônia, psicose, tentativa de suicídio (os efeitos sobre o comportamento podem ocorrer com maior probabilidade em pacientes com história de distúrbios psiquiátricos), irritabilidade, concentração prejudicada, ansiedade, ataque de ansiedade, despersonalização, disforia, labilidade emocional, distúrbio de memória, libido diminuída, nervosismo, desinibição orgânica, idéias suicidas, lamentações.

 

Se o remedinho causa tudo isso, como pode ser receitado para pessoas com depressão?  Ok, médicos vão me contestar, mas não concordo em dar a um paciente um remédio que vai causar dependência química  só para que ele durma bem, ou passe um final de semana inteiro doidão.   A todas as amigas, sugiro a terapia com um bom psicólogo. Eu já fiz!!  E mais, sempre perguntava: eu sou louca mesmo, como acham que eu sou? Não, Camyla, você é super normal, todos têm dúvidas, problemas, etc…

 

O que observo hoje, em todo mundo, é uma vontade de ser feliz sempre e de mostrar essa felicidade para o mundo. Ninguém quer ter contas pra pagar, problemas com namorado, marido, mulher, família, trabalho.  É mais fácil imaginar que existe o mundo de Poliana… Só que a vida tem um monte de problemas e não é dormindo que eles vão desaparecer!!!  É enfrentando, por mais que doa!!!

 

Às vezes penso que isso tudo tem aver com a relação pai e filho dos últimos tempos. Pais que quiseram uma vida  melhor para os filhos e talvez não tenham medido as consquências. Pais que protegeram demais e que resolvem até hoje os problemas dos filhos. Isso é só um caso. Tem também a insatisfação com a vida. Maridos  deixam mulheres insatisfeitas. Só que o problema não é dos coitados imbecis, mas sim delas mesmas, que aceitam tudo como está e nada muda nesse tipo de situação.

 

Fora que esses sites de relacionamentos mostram todos sorrindo, bonitos e felizes.

Então, a vontade de mudar muitas vezes existe. Só que está tão lá no fundo, que a vontade de dormir e deixar a vida passar é muito melhor. Os problemas, por mais duros que sejam, nos fazem refletir, aceitar e ser mais fortes.  é assim que a gente aprende…

 

Voltando ao Rivotril… Entendo que  em muitos casos, o controle de um paciente só pode ser feito através de medicação. Mas médicos deveriam prestar mais atenção no ser humano e menos na conta bancária.  Muitos não precisam de medicação e sim de orientação.  Porque em algum momento da vida, essas pessoas perderam o rumo e só precisam enxergar que a vida , apesar de problemática, tem pessoas lindas, dias maravilhosos e situações que nos fazem querer sempre mais.   Sou contra o Rivotril e contra tudo que nos faça dormir e não ver a vida passar.

 Palavras de uma mulher que foi abandonada pelo marido aos quatro meses de gravidez e apesar de tudo, só quer ficar bem acordada, pra ver um novo sol que vai aparecer…

Susto!!!

Mais uma consulta com o doutor Augusto.  E não é que a dona Isabella vem antes? rsrsr  Na verdade, não vem antes… A mamãe aqui é que estava fazendo as contas errado… Então, ela chega ao mundo três semanas antes da minha previsão, o que é uma delícia porque a cada dia sinto mais vontade de tê-la pertinho de mim.

 

As dificuldades nessa época da gravidez existem, mas são superadas todas as vezes em que me lembro das imagens de ultrassom e quando ela mexe na minha barriga.

 

Por causa da ansiedade, passei mal na noite de sábado pra domingo. Uma dor na barriga que ia para as pernas que me deixou louca de medo da minha filhota nascer antes da hora.  Nada que um médico plantonista gatinho e prestativo não resolvesse. Sim, os hormônios me fazem olhar pra todos os homens sexys do planeta sem dó nem piedade, rsrsr.  E médicos jovens são bem atraentes, rsrsr.

 

Falta pouca coisa pra chegada da minha bebê. Acho que ainda posso deixar o chá de fraldas para a semana que vem…

 

De resto, ansiedade, barriga crescendo demais e falta de ar!!!

 

              Seis meses de gravidez. Passa rápido. Voando!!!  Agora sim, sinto os famosos calorões. E bem numa época em que o centro-oeste do Brasil fica com clima de deserto… Meus sonhos geralmente envolvem sucos de frutas bem geladinhos, piscinas, cachoeiras, lagos e mar. Só penso em me refrescar, 24 horas por dia!!!

 

 

O peso da barriga também começa a fazer diferença, mesmo porque, engordei 12 quilos até agora. Pesa para andar, fazer movimentos, pesa tudo.  Hoje, imagino como é a vida de uma pessoa mais gordinha. Deve ser difícil.

 

A sensibilidade diminuiu um pouco. Estou bem menos chorona. Em contrapartida, um pouco mais irritada. O post anterior mostra bem isso. Já não tolero muito coisas bobas, mas agora, estou impossível.   Noto tudo: a colega incompetente dando uma de espertinha no trabalho, o irmão  folgado que finge que é santo, enfim, tudo me irrita. Semana passada, estava com nojo da Mili, a minha cachorrinha. Ela é suepr companheira, dócil, um amor. Mas eu estava muito brava com ela, pelo simples motivo da coitadinha existir.  Fora a vontade que dava de vomitar quando olhava pra carinha dela… Passou!!!

 

 

Estou com prssa de montar as coisinhas da Isabella: quarto, terminar enxoval, etc.  O tempo vai passando e va,os ficando com vontade de agilizar tudo mesmo.

 

O sono insuportável e a fome de leão continuam comigo, firmes, fortes e irredutíveis.  Ai vontade de ficar deitada o dia inteiro!!!  Vontade de me acabar num pratão de comida de meia em meia hora… Mas nõ dá, né/ Tem que tocar a vida e aproveitar as horinhas pra descansar.

 

O melhor das 24 semanas sã os chutes. Cada um mais forte que o outro. A Isabella gosta de chutar quando eu me deito. Ou seja, passo a noite sentindo a bichinha mexendo na minha barriga, hehehe.  O resultado  é mais sono no dia seguinte.

 

Palpites de mãe e sogra continuam. Você tem que fazer isso, aquilo, aquiloutro. Ah, elas ainda não entenderam que são avós não… Acham que são mães, vai entender, né? Não gosto nem de lembrar que elas querem a neta pra elas que já me dá palpitação… Vontade de sumir do mapa. Será que toda grávida sente isso? Será que todas as avós nutrem tanta expectativa assim?  Como será?

 

Apesar de tudo, a cada dia amo mais essa barriga. Amo mais essa criaturinha que cresce aqui dentro. E tento melhorar a cada dia pra ser o melhor exemplo pra ela.

Entro na fila do caixa e vejo a moça do caixa de costas. Pergunto : está livre?  De rabo de olhos, a mulher responde: sim. Um sim tão desanimado, que quase voltei pra fila.  Não me deu boa tarde, mas relevei porque sei que grávidas ficam carentes do bom dia de qualquer ser humano. Até perceber que a “moça do caixa” também está grávida. Aí, tudo mudou de sentido. Tudo bem, é um saco trabalhar carregando esse peso todo. Mas  ficar de costas e não dar bom dia? Ah não!!!

 

Com aquela cara de retardada sem paciência, ela passava as mercadorias. E eu ali, prestando atenção no jeito nada meigo dela trabalhar. A atitude dela me deixava irritada a cada produto que passava pela leitora. Uma má vontade, uma chateação!!!  Gente!!!  Porque não leva um atestado pro chefe? Porque não fala que tá de saco cheio de ser caixa de supermercado?  Só porque está grávida, o cliente não merece aquela cara de bosta que ela faz…

 

Tento entender o lado da moça do caixa. Mas também trabalho, também aguento as pessoas. E não entendo a má vontade.  Mesmo assim, vou rever meus conceitos… Vai que hora ou outra eu também agi como a moça do caixa, né? E se voc~e, que lê ete post, estiver grávida, por favor, apesar do peso da barriga e dos calorões, não deixe de dar bom dia… Outras grávidas estarão de olho em você.

No momento, só tenho um assunto mesmo: a minha gravidez. Pelas contas, já são quase 18 semanas. Os enjoos quase que desapareceram. Mas aí vem o problema dois: a fome. Fome de grávida é algo fora do normal. É comer o almoço pensando no lanche e jantar. Hoje entendo mulheres que engordam trinta quilos. É muita fome e muito sono!!! Assim, entendo essas mulheres, mas não quero me igualar. E segurar a boca nesses dias, tem sido uma tarefa complicada. Tenho a sensação de estar num spa, comendo apenas 300 calorias por dia! Mas é comendo ditreitinho que a mãe fica bem e  o bebê também.

 

O corpo definitivamente não é mais o mesmo. A cintura arredondou, a barriga cresce pra frente, os seios aumentam. A pele começa  a melhorar e ficamos bonitas mesmo! É impressionante!

 

A enxurrada de hormônios faz com que os sentimentos ficam à flor da pele. Nessa hora, o apoio do marido ou companheiro é ideal. É ele quem vai passar para a grávida toda a sensação de segurança que ela precisa. Todo o carinho, amor, respeito e admiração pelo corpo rechonchudo. Grávidas p´recisam muito dos maridos eles precisam saber disso. Claro, muitas vezes a linguagem homem/mulher não é compreendida por ambos. O melhor é o entendimento em prol da criança, que está na barriga e já sente tudo.  Sem contar que essa fase passa rápido e o futuro , vai ser de muitas mamadas e trocas de fraldas.

 

Mas é algo maravilhoso na vida de qualquer mulher. Mudamos muito, pra melhor. Entendemos mais o outro, perdoamos mais, avaliamos mais. Não sei se é instinto, só sei que é assim.

Nada como ter visão. Ver as mais bonitas paisagens, as pessoas, o mundo. Nada como enxergar coisas lindas e admiráveis. Muita gente já visitou diferentes lugares bacanas. Eu conheci alguns lugares fantásticos. Vi coisas maravilhosas. Mas nada se compara a uma imagem de ultrasson. Nela, a fotinho do seu filho, com três centímetros. Só você entende e sabe o que é. Nesse momento, praias do Nordeste são secundárias e acho que até o Taj Mahal fica feinho diante de tanta perfeição. E ficar vendo aquela criatura perfeita da natureza vai passar a ser a melhor viagem do mundo!!!

O médico receita um remédio para ser tomado duas vezes ao dia, mas os enjôos são muito grandes!!! Não dá pra ser uma cartela por dia? Ah, gerar uma vida! Que benção! E que sacrifício. A criança já começa a dar trabalho desde cedo: o corpo vai mudando, ficamos enjoadas, sensíveis a um nível estressante e com fome de coisas diferentes e gostosas. O simples limão com sal poderia ser servido no café da manhã, no almoço e no jantar!!! Junto com os remédios para os enjôos.

A conta do supermercado também aumenta. Afinal, dá vontade de comer tudo!!!  Não tem  problema. Nós, mães ( que chique) pagamos o preço porque sabemos que nada vale mais que sentir um bebezinho dentro da barriga…

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